XXI Versos de Marie

Ao pé do Ahir, em Marache se inicia,
De Noé e Jafé, a Gomer e Togarma,
De arco no Lago Vã, contra Belos se arma,
De morte por flechada, Haico o sentencia,
E é por essa história, que Aramasde a cria.
Faz-se Ela de Arats, mais doce Romã dali,
Faz-se Ela Anaíte, mais belo Rubi.

Já óbvio que aquecem os teus âmbares minh’alma,
Agora arranca essa tua boca meus suspiros,
Agora trazem os teus seios bons retiros,
Agora cinge esses teus flancos minha palma,
E me inebria com suave aroma e me traz calma,
Mas que fazes Tu? Virgem pomba por aqui?
Mas que fazes Tu? Tão tenra perdendo a Ti?

Faz como Catarina, Macrina ou Mônica,
Há de ser pois Helena, ou ainda Clotilde,
Há de ser então noiva, ou noviça humilde,
Há de ser Prometeus, no alto Cáucaso agônica,
E tão somente heroína, de história tão harmônica.
E que resta, senão amar, zelar por Ti?
E que mais há, meu coração, senão Marie?

Escrito por Lucas em janeiro de 2026. Dedicado ao aniversário de vinte e um anos de Anoush Marie (25/12/2025).

Relacionados
Poesia · Armênia · Autoral